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Cultura doente: o custo do suspense nas empresas.

  • Foto do escritor: Paula Negri
    Paula Negri
  • 13 de mai.
  • 2 min de leitura

Você já deve ter passado por isso, aquela dúvida na cabeça, "Será que eu estou nessa lista?" Para mim é aí que começa o processo de demissão – não no comunicado formal, mas no instante em que a dúvida brota. O clima fica denso, olhares evasivos em reuniões, silêncios que dizem mais que palavras e a certeza de que alguém importante pode “pedir a sua cabeça”. O ar é carregado de incertezas.


Por outro lado, sei bem que as empresas enfrentam dilemas reais: esperam aprovações de diretores, conselhos, respostas de fusões, aquisições, ajustes orçamentários ou decisões estratégicas antes de agir. Demitir exige equilíbrio, para não desestabilizar o time. Isso tudo é real! Até aqui, tudo bem. A meu ver, o erro começa em fugir da comunicação, pensando "não há o que dizer ainda". Os empresários acham que o silêncio protege, que evitar o assunto preserva a harmonia. Na prática, isso é pior que falar abertamente. O não dito se transforma em rumor, paranoia e o único assunto no corredor e café.


Veja o impacto real na performance das pessoas que, tomadas pela ansiedade, perdem as noites de sono. A produtividade despenca enquanto todos calculam saídas; o time vira sombras de si mesmos – presentes fisicamente, mas exauridos emocionalmente. É uma cultura doente que drena o que há de melhor nas pessoas.


Há outro caminho, responsável e humano. Empresários e líderes, aqui o meu pedido! Comuniquem com clareza, mesmo sem todas as respostas, digam o que está acontecendo de fato. Somos todos adultos. Frases como: "Estamos avaliando ajustes estratégicos, priorizando a equipe atual, e atualizaremos em X semanas". Reuniões de alinhamento regulares, feedbacks honestos e prazos definidos preparam todos – os que ficam e os que saem. Reduz o receio, constrói confiança e mantém o foco no essencial. Falar o que está acontecendo não é risco, é liderança. O silêncio é que mata devagar. As conversas difíceis precisam parar de ser evitadas e se tornar rotineiras. Escolha preparar as pessoas e veja a cultura florescer em vez de murchar.


Achou esse tema relevante? Se quiser que eu escreva um artigo sobre isso e aprofunde ainda mais, comente aqui.



 
 
 

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