Trabalho "líquido" em 2026: como não se dissolver na presença mandatória ou no "sempre ligado"?
- Paula Negri

- 11 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de mai.
Decidi voltar para a faculdade, como forma de complementar tudo que construí na carreira, agora com muito mais profundidade. E o que mais me intriga nessa fase é: como fazemos o trabalho voltar a ser algo que a gente espera pra viver? Que estrutura ele pode ter pra fluir com a vida, não contra? Precisamos resgatar a vontade de trabalhar, mas como?
Alguns escritores que estão ocupando meu Kindle nessa busca por sentido são Cal Newport (Deep Work), Ricardo Cappra (Híbridos) e Ricardo Antunes. Cada um me faz enxergar um pedaço diferente.
Imagina um dia em que você escolhe: manhã focada em casa para criar, tarde no escritório para trocar ideia ao vivo, noite livre pra recarregar. Não é sonho – é o trabalho líquido que está nascendo em 2026. Humanos e máquinas colaborando, cada um no que faz melhor.
Mesmo com o mundo seguindo esse movimento, na real, ainda vivemos entre dois extremos nas empresas:
Ter que marcar presença o dia todo (a volta do presencial)
Ou ficar "sempre disponível" (100% remoto)
A gente quer o melhor dos dois mundos e vejo isso como possível. Tempo bem definido para mergulhar no que importa e flexibilidade para usar ferramentas que aceleram tudo. Tempo sagrado para pensar e abertura pra conexões que acontecem fora do horário comercial.
Em tudo o que li sobre o tema até agora, não achei um nome que fosse convidativo para o que está vindo, então vou manter o que mais se repetiu: "squads sob demanda". A ideia me parece mais “apetitosa”, com times rápidos montados para o projeto certo, com IA fazendo o repetitivo (relatórios, dados) para que possamos focar no que as pessoas fazem de melhor – criar, conectar, decidir.
Estudos mostram: 40% mais tempo livre para pensar grande, 50% menos burnout e inovação acelerada. O mais legal? Não existe regra do presencial ou do online, já que cada etapa vai pedir um estilo e isso será muito mais natural. Teremos “vontade” de novo de nos encontrarmos ou mesmo de trabalharmos de maneira individual por um tempo.
Cappra sonha com humanos expandidos por IA. Newport nos salva do caos digital. Antunes protege nossa humanidade frágil. Eu fico com os três. Trabalho líquido é navegar essas águas com sabedoria – não se dissolver nelas.
Agora te convido: qual seria seu dia perfeito de trabalho? Que horas são intocáveis pra você? O que te faria chegar na segunda pensando "quero isso essa semana toda ou quem sabe, pro resto na vida"?





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