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O peso de precisar parecer produtivo

  • Foto do escritor: Paula Negri
    Paula Negri
  • 11 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 13 de mai.

Tenho percebido que estar ocupado virou sinônimo de ser útil. Parece que precisamos da correria para provar que temos valor. Li uma reportagem sobre isso e fiquei pensando: desde quando o excesso virou virtude? A gente falatô na loucura com certo orgulho, como se fosse um troféu de grande importância. Mas será que o cansaço é mesmo sinal de relevância?


Talvez estejamos confundindo movimento com propósito. Estar sempre fazendo pode ser só uma forma de fugir do silêncio — e de nós mesmos. O ócio, que tanta gente teme, também é criação, pausa, respiro. É nele que a mente clareia e a vida ganha perspectiva.


Não é sobre fazer menos, mas sobre dar sentido ao que fazemos. Ser útil não é estar ocupado o tempo todo. É estar presente, inteiro, até quando o mundo parece parado.



 
 
 

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