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Legado diário

  • Foto do escritor: Paula Negri
    Paula Negri
  • 11 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 13 de mai.

Parei pra olhar pra trás esses dias: em cada empresa por onde passei, deixei algo que ainda vive ali. Não foi plano gigante ou relatório complexo – foi uma gerente que aprendeu a dar feedback sem medo depois de uma nossa conversa rápida, ou um time que parou de apontar dedos e começou a dizer "o que a gente faz agora?." Uma pessoa, que foi do meu time, me ligou na semana passada e num papo pra lá de gostoso e nostálgico, me disse: "Você plantou aqui uma confiança que não tínhamos." Isso me deixou com sorriso no rosto – legado é isso que fica nas pessoas, não no currículo.


Agora, olhando pros clientes atuais, penso no que vou deixar pra eles. Quero que saiam com ferramentas simples pro dia a dia: saber pedir ajuda sem vergonha, transformar erro em "próximo passo", ou só aquela coragem de falar o que trava o time. Não é teoria de livro; é o hábito de olhar pro outro e dizer "você dá conta." Já vejo brotando: uma líder testando uma nova abordagem com as pessoas por minha sugestão, outro escritório fluindo melhor sem microgerência e por aí vai.


Legado se constrói assim, no agora: anote hoje o que você deixa num papo, num e-mail, num "vai dar certo." Daqui uns meses, alguém vai carregar isso pra frente. No meu caso, é o que me move – e no seu, o que tá ficando?



 
 
 

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