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Crônica: O meu “osso” dividido.

  • Foto do escritor: Paula Negri
    Paula Negri
  • 11 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 13 de mai.

Observo meus três cachorros no quintal.


Coloco um osso simples no meio. Um pega primeiro, aproveita com calma. O segundo espera, sem disputa. O terceiro entra depois e também aproveita. No fim: três satisfeitos, zero conflito.


Simples assim.


Enquanto isso, vejo o contrário acontecer todos os dias. Pessoas disputando espaço, atenção, fala. Cada um querendo um pouco mais — ou tudo.


No mundo, o cenário escala. Conflitos, territórios, recursos limitados. Como se esperar fosse perder.


Mas nem sempre.


Meus cães mostram outra lógica: quando há confiança, há espaço para todos.


 Quando há tempo, todos ganham.


E no trabalho? Dar espaço para o outro falar.


Esperar o momento certo.


Compartilhar mérito.


Contribuir sem competir o tempo todo.


Não é sobre ter mais. É sobre usar melhor o que já existe: tempo, energia, atenção.


No quintal, a lição é clara — e aplicável: Dividir. Esperar. Respeitar o tempo do outro. Funciona.



 
 
 

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